A Arte de Contar Histórias

“Era uma vez…” quem nunca ouviu falar destas três palavras mágicas? Essa é a senha capaz de possibilitar a entrada no mundo da imaginação, onde crianças e adultos são hipnotizados pelo tom da voz, pelos gestos, pelo suspense, pela capacidade de transpor limites reais e avançar através da sensibilidade pelos caminhos do imaginário. Quando se escuta uma história, tem-se a possibilidade de refletir sobre ela, sobre a vida, os acontecimentos, sobre nossas ações enquanto pessoas, nossas escolhas e até mesmo sobre situações em que, apenas no pensamento, imaginaríamos viver.

 

 

         De acordo com vários estudiosos, a contação de histórias é um valioso auxiliar na prática pedagógica de professores da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. As narrativas estimulam a criatividade e a imaginação, a oralidade, facilitam o aprendizado, desenvolvem as linguagens oral, escrita e visual, incentivam o prazer pela leitura, promovem o movimento global e fino, trabalham o senso crítico, as brincadeiras de faz-de-conta, valores e conceitos, colaboram na formação da personalidade da criança, propiciam o envolvimento social e afetivo e exploram a cultura e a diversidade.

 

 

         A arte de contar uma história, portanto, vai além do entretenimento, seja na escola ou em casa, o mundo da imaginação faz com que nossas crianças cresçam com reflexão e experiência. E existem várias formas para isso, pode ser utilizando um livro, apenas uma narrativa, músicas, teatro, contar contos e causos de antigamente. O importante é criar momentos, é contar, recontar e ouvir histórias!

 

 

As histórias sempre tiveram esse maravilhoso poder de unir as pessoas, mas de nada adiantará terem, os contos de fadas, lendas, mitos, fábulas e histórias de vida, sobrevivido ao tempo, se pais e professores perderem o prazer de contá-las.

 

 

Educar a emoção, com emoção, é contar histórias, histórias que trazem alegrias e frustrações, que fazem refletir, que fazem crescer. Henry Wallon (1999), com sua teoria Psicogenética, já descrevia a importância das emoções e a dimensão afetiva ocupava em sua teoria o lugar central, tanto do ponto de vista da construção da pessoa, quanto do conhecimento.

 

 

Portanto façamos algo que já sabemos e sejamos pais, amigos, professores, contadores de histórias…   

 

 

 

 Professora Débora Mallmann Avrella 💛

 

Referência: WALLON. H. Psicologia. São Paulo: Ática, 1999.