O mundo da matemática não seria o mesmo sem ELAS!

“Por muito tempo, as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas como Stem, na sigla em inglês, foram marcadas por preconceitos de gênero que excluem mulheres e meninas.” (KOSHKINA,2020)

 

Segundo Koshkina (2020), “o acesso desigual à educação, tecnologias e posições de liderança afastou inúmeras mentes femininas das carreiras de Stem e impediu o progresso delas.”

 

Em 2020 ONU fez uma lista com sete mulheres cientistas que o mundo deveria conhecer. Uma delas, inclusive, é brasileira: Marcia Barbosa.

 

Márcia Barbosa é uma física especializada em estruturas complexas da molécula de água, a brasileira desenvolveu estudos que ajudam a compreender a ocorrência dos terremotos, como gerar energia mais limpa e como tratar doenças. Em 2013, ela recebeu o Prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.

 

Além de toda sua contribuição científica, Márcia busca maior igualdade para as mulheres nas áreas de Stem, organizando conferências de mulheres, escrevendo artigos sobre diversidade de gênero na ciência e ministrando seminários que analisam a falta de mulheres na área da física.

 

Outro exemplo desta luta por representatividade ocorreu com  um grupo de pesquisadoras do Instituto da Matemática e Estatística da Universidade Fluminense, que se juntou para reunir em um único livro algumas das  principais matemáticas do mundo. 

 


Figura 1: capa do livro História de Hipátia e outras mulheres

 

Após o lançamento do livro A História de Hipátia e de Muitas Outras Matemáticas, as autoras relataram que o encanto pela história de tais mulheres foi tão grande, que a obra foi um pontapé inicial para um novo projeto, batizado  de Mulheres na Matemática, um portal dedicado a apresentar dados sobre a participação feminina na área, criado em 2017.

 



Figura 2: Logo Universidade Federal Fluminense e Portal Mulheres na Matemática 

 

 

O portal se encontra ativo e busca relatar todas as conquistas femininas, e incentivar jovens que se identificam com os cálculos e que antes não encontravam representatividade para fortalecer seus sonhos profissionais na área da matemática e demais ciências.

 

 Nesta busca por grandes nomes, pudemos conhecer o projeto “Elas: expressões de matemáticas brasileiras”, uma exposição inaugurada em 2017 pelo Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da USP de São Carlos. A exposição destacou o perfil de oito pesquisadoras brasileiras que atuam na área da matemática, entre elas:

 

  • Carolina de Araújo, a única mulher entre os professores do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), vê a matemática como uma arte.
  • A professora Maria Aparecida Ruas diz: “Apenas cerca de 10% da comunidade matemática brasileira é formada por mulheres. Mudar este panorama é um dos nossos desafios”.    .

 

Estes são alguns exemplos do relevante trabalho que as mulheres desempenham no campo científico. A escola tem papel importante no sentido de oportunizar a todas as meninas o acesso  ao mundo dos números e das ciências em geral e por eles se apaixonarem.

 

Considerando que somos mais de 50 por cento da população brasileira, vamos juntas conquistar mais este espaço!

 

 

Kamila Martins Xavier 💚

Professora de Matemática

 

 

REFERÊNCIAS:

 

KOSHKINA, Daria. ONU Mulheres inclui brasileira em lista de sete cientistas que moldaram o mundo. Organização das Nações Unidas. disponível em:

https://news.un.org/pt/story/2020/02/1703791